O trabalho em grupo dá asas




Rebeldes têm asas[1]. Com título para lá de sugestivo, Rony Meisler, CEO da Reserva, com a ajuda de Sérgio Pugliesi, assessor de comunicação e proprietário da Approach, se se propuseram a contar em um livro um pouco sobre a história da expoente marca de roupas brasileira, Reserva. Nas quatrocentas e poucas páginas que compõem a obra, Meisler e Pugliesi mesclam a narração da trajetória de vida de um dos idealizadores da Reserva, o próprio Rony, e as experiências da marca que a fizeram despontar em cenários nacional e internacional (a revista Fast Company nomeou a Reserva como uma das marcas mais inovadoras do mundo).


Casualmente lendo o livro, que me foi emprestado por uma grande amiga, parei para pensar nas similaritudes e aproximações entre a vivência Reserva e as minhas experiências enquanto integrante dos grupos PETi Direito e LABB (Laboratório de Bioética e Direito), ambos ligados à Universidade Federal de Lavras (UFLA). Logo de cara, me dei conta de que nosso diferencial está no trabalho conjunto, em grupo. Não só porque o trabalho compartilhado tem enorme potencial para alargar a dinamicidade e a criatividade do produto final, mas, principalmente, porque a união de diferentes pontos de vista muitas das vezes faz emergir desafios e embates, que necessitam de soluções.


Nos meus mais de dois anos como petiana e pesquisadora do LABB, vivenciei diferentes momentos dos grupos. O mais importante deles, acredito, talvez tenha sido o de expansão. Grupos com menos de dez integrantes, realidade existente quando do meu ingresso, hoje já contam dezessete, espalhados por diferentes cidades. E, obviamente, tamanho crescimento implicou em desafios, não só para líderes e tutor, mas também para os próprios membros. Se, antes, na promoção de nossos eventos acadêmicos, todos trabalhavam conjuntamente, atualmente o trabalho se dá em pequenos núcleos, responsáveis, cada um deles, pela organização de um projeto em específico.


A formação de núcleos, embora cambiantes, fez emergir a necessidade de deixar claros quais os propósitos perseguidos pelo PETi e pelo LABB. Da definição clara desses objetivos, permite-se que, embora todo o trabalho não seja feito por todos os membros, mantenha-se a harmonia e a coesão. A realização de reuniões periódicas, com a apresentação de resultados, problemas, desafios, dúvidas e propostas tornou-se crucial. O diálogo transformou-se na principal ferramenta dos grupos.


Concluo recomendando a leitura do livro Rebeldes têm asas. Engana-se quem pensa que essa obra é útil apenas para aqueles que têm propósitos empreendedores e financeiros: as lições da Reserva, muitas delas inovadoras, têm aplicabilidade até mesmo no ambiente acadêmico. Acredito que a aplicação desses ensinamentos ainda perimtirá que meus grupos extrapolem os limites da UFLA.



[1] MEISLER, Rony; PUGLIESI, Sérgio. Rebeldes têm asas. Rio de Janeiro: Sextante, 2017.

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