[Coluna] Conhecendo as possibilidades profissionais do jurista – Parte I



O aluno que opta por cursar Direito vê a sua frente uma grande gama de carreiras que podem ser escolhidas após a conquista do diploma e é comum a aparição de dúvidas sobre qual seguir. As diferentes possibilidades exigem diferentes competências para a atuação. Além disso, há uma diversidade de processos de ingresso, bem como de rotinas de trabalho. O intuito aqui será mostrar, de maneira breve, como são algumas dessas carreiras, a fim de sanar eventuais dúvidas que possam existir acerca dos diversos ramos apresentados ao jurista. Esta explanação será feita numa série de três textos, que se desdobrarão nas carreiras acadêmica, de órgãos públicos e de iniciativa privada. Comecemos, então, pela primeira.


Ser professor universitário[1] claramente não é tarefa fácil. Apesar da relativa flexibilidade de horário que geralmente acompanha aqueles que trabalham em Universidades Federais (o horário extraclasse pode ser feito em diferentes dias e períodos durante a semana, desde que respeitada a carga horária), as atividades desenvolvidas são densas e exigem dedicação. Isto porque, além do compromisso com o ensino, há de forma simultânea o desenvolvimento de pesquisas e orientações de alunos por estes profissionais – característica dessas instituições, em que há um incentivo maior à pesquisa.


Para que exista base para tanto, exige-se que o professor universitário efetivo, ao menos nas universidades públicas, tenha a titulação de doutor. Esta é uma das modalidades de pós-graduação existentes, em que se desenvolve um trabalho – em até quatro anos e cujo resultado é a dissertação - voltado para o estímulo da reflexão teórica sobre determinado tema, contribuindo com o avanço da ciência. Vale dizer que é possível se especializar em mais de uma área, obtendo mais de um título. Pode-se, inclusive, ingressar em programas de mestrado, doutorado e pós-doutorado do exterior[2], com a possibilidade de auxílio financeiro, assim como no Brasil. No Direito, países como Portugal e Espanha são o destino de vários brasileiros.


Os concursos, em geral, fazem a avaliação em três momentos: prova escrita, prova didática e análise de currículo (lattes e/ou vitae). Assim, é de suma importância a dedicação ao desenvolvimento de projetos de pesquisa e publicações acadêmicas em livros, revistas e periódicos desde a graduação para se ter um bom currículo. Ele pode ser determinante. Além disso, a participação na oferta de monitorias pode ser uma boa opção para aqueles que pretendem desenvolver habilidades práticas da docência.


Por fim, sendo esta a área de sua opção, é interessante que se faça uma vasta pesquisa acerca das instituições que oferecem estas oportunidades, a fim de se analisar qual a que melhor se encaixa com o objetivo traçado[5]. O conhecimento de editais passados para se ter uma noção do nível de exigência do processo seletivo, das linhas de pesquisa desenvolvidas pela instituição, bem como do corpo docente que orienta os seus respectivos projetos, são determinantes para se fazer uma boa escolha. No próximo texto, será trazida uma breve explanação sobre as carreiras ofertadas a juristas em órgãos públicos.


[1] Outra possibilidade profissional existente nessa seara, é a de escritor(a), que muitas vezes é exercida de maneira concomitante com a de professor(a). Porém, nada impede que se desenvolva obras por estudiosos e profissionais.


[2] Algumas Universidades, como é o caso da UFLA, possuem convênio com programas de intercâmbio, que possibilitam ao aluno, já na graduação, ter o contato com instituições internacionais. Alguns requisitos, contudo, são exigidos.


[3] Alguns programas de pós-graduação:

http://www.ppgd.ufpr.br/portal/

https://www.uc.pt/fduc/cursos/2ciclo_direito

http://www.direitouerj.org.br/2005/index.php?id_pagina=1060000

http://www.pucsp.br/pos-graduacao/mestrado-e-doutorado/direito

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