[Coluna] Da graduação ao mestrado: como eu decidi chegar lá


Prédio da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais

Há cinco anos e meio eu ingressei no curso de Direito da Universidade Federal de Lavras. Àquele tempo, a minha expectativa era construir uma formação voltada ao Direito Ambiental e ao Direito Agrário, mas bastou um semestre para que estes planos caíssem por terra. A realidade da Universidade e a da sala de aula me apresentaram um universo inteiro de possibilidades acadêmicas e uma infinidade de caminhos profissionais que poderiam ser seguidos.


Por volta do terceiro período, ingressei no I Ciclo de Leituras de Bioética, organizado pelo Laboratório de Bioética e Direito. Foi neste Ciclo que eu iniciei a minha caminhada na pesquisa. Durante os quatro anos seguintes, eu me dediquei a estudos em Bioética e Direito Civil. Nesse período, organizei e participei de eventos importantes na área, produzi trabalhos acadêmicos, desenvolvi e participei de estudos e pesquisas, em grupo e individualmente. Por fim, o meu currículo contava uma trajetória de pesquisadora e o caminho natural me parecia ser o mestrado.


Foi em 2017, pouco menos de dois anos antes de eu me formar, que eu tomei, de fato, a decisão de que queria cursar um mestrado. A partir daí, intensifiquei as minhas pesquisas, fiz um estágio na área e comecei a elaborar o meu Trabalho de Conclusão de Curso, que culminou no Projeto de Pesquisa apresentado à seleção do mestrado.


Em janeiro de 2018, a seis meses da formatura, eu comecei a pesquisar as Universidades onde poderia cursar a pós-graduação. O primeiro critério utilizado foi a afinidade da minha pesquisa com os trabalhos que estavam sendo desenvolvidos nas instituições. Àquele tempo, os meus projetos tinham como foco os Direitos das Pessoas com Deficiência, em especial o instituto da Tomada de Decisão Apoiada. A minha lista inicial continha: A Universidade de Coimbra, a PUC-Minas, a UFMG e a UFPR.


A partir daí, vasculhei os sites das instituições, li os regulamentos dos Programas de Pós-graduação, conversei com colegas, com o meu orientador e com os meus familiares. Também passei a frequentar, mais intensamente, os eventos científicos da área. Nestes, tive contato com os professores que poderiam me orientar, com as suas respectivas pesquisas e com seus orientandos. As experiências foram determinantes na quantidade e na qualidade de informações que obtive para tomar a minha decisão final.


Algumas das informações que busquei foram: o custo do mestrado, a cidade, o custo de vida na cidade, as possibilidade de bolsa de estudos, os programas, a avaliação da CAPES e os possíveis orientadores. Outros dois fatores determinantes foram a possibilidade de trabalhar durante o mestrado e o forte desejo de construir a minha carreira em Belo Horizonte.


Após alguns meses de pesquisa e reflexão, decidi que me inscreveria para o processo seletivo da UFMG e, em caso de resultado negativo, para o da PUC-Minas. Tendo a universidade em mente, passei a pesquisar os editais de mestrado passados, para que eu pudesse começar a me preparar para a seleção.


Em 1º de agosto de 2018, a Coordenação do Programa de Pós-graduação da UFMG tornou público o edital de seleção de candidatos ao curso de mestrado, para ingresso no primeiro semestre de 2019. O processo completo duraria quatro meses, haviam quatro vagas disponíveis para a linha de pesquisa que me interessava e dois amigos viveriam a experiência completa comigo. Nós mal sabíamos o que vinha pela frente…


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Nas próximas semanas, eu, Luíza, Pedro e Christiane compartilharemos com vocês as nossas experiências na escolha, na preparação e no percurso dos processos seletivos que prestamos às nossas vagas de mestrado. Sintam-se convidados a acompanhar a nossa série, a tirar dúvidas e a debater conosco nos comentários!

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