[Coluna] Por que não uma sociedade sem gêneros?¹


Atualmente, falar em gênero é, em grande medida, falar em demarcação, em limitação. Ou me encaixo homem, ou me encaixo mulher. Onde fico se não me encontro nesses parâmetros rígidos? O que há de me acontecer se transponho, se transgrido? É difícil de entender que cada ser é um mundo de múltiplas possibilidades?


Propor uma reflexão da possibilidade de uma sociedade sem gênero, especialmente no sentido das pessoas que reivindicam identidades outras para além do “homem e mulher”, nos viabiliza pensar em uma sociedade em que as pessoas não se sintam estrangeiras, esquisitas, alienígenas, isto é, que suas singularidades não sejam tomadas como justificadores para supressão/desconsideração do humano.


Assim, a pergunta proposta se dá muito mais na dimensão do desconforto (em razão do confronto) ao nos imaginarmos com possibilidades de construções de respostas do que na alegria imediata de uma resposta acabada. Afinal, por que não uma sociedade sem gêneros?

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[1] Reflexões finais a partir da leitura e discussão da obra de ficção científica “A mãe esquerda da escuridão”, de autoria de Ursula K. Le Guin, apresentadas em evento de mesma temática, organizado pelo Núcleo “Artes, Direito e Literatura”.

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