[Coluna] Monitora de primeira viagem


Atividade de monitoria aplicada aos alunos do terceiro período do curso de Direito. Data: 06 de outubro de 2018.



Toda atividade acadêmica carrega consigo excessiva carga de responsabilidade. Na monitoria o que está em jogo vai além do aperfeiçoamento do currículo do monitor, uma vez que também é de extrema relevância desenvolver o devido auxílio aos alunos. Desse modo, faz-se necessário que o monitor, ao desenvolver suas atividades, tenha um comprometimento consigo e com os demais envolvidos na prática de monitoramento.

A opção de me tornar monitora surgiu do desejo de seguir carreira acadêmica e estar em contato com atividades do meio, tendo em vista que enxergo na monitoria a oportunidade de ter uma experiência de cunho pedagógico que visa a aliar teoria e prática. Com isso, no período de 2018/2, por meio de um processo seletivo, passei a integrar o PETI Direito. Dentre as atividades do grupo, destacam-se as atividades de inovação em ensino. Uma das mais conhecidas é a 'Caça aos Casos', aplicada para as turmas de Direito Civil I, em que os alunos procuram e solucionam casos espalhados no campus da universidade referentes à matéria de direitos da personalidade. Outra atividade é a 'Gincana' realizada com a turma de Civil II , que segue lógica parecida da atividade anterior, apresentando aos alunos desafios com foco na disciplina de bens e negócios jurídicos. Tais formas lúdicas de avaliação visam a minimizar o estresse e promover o aprendizado de modo inovador.

Ao me tornar monitora, passei da minha condição de discente para a perspectiva de docente e, com isso, passei a conhecer as possibilidades dessa nova posição. A principal delas talvez seja a tarefa de avaliar o desempenho dos alunos de maneira justa e oferecer um retorno que sirva como estímulo positivo. Tal tarefa representa um verdadeiro desafio na prática, pois, na maioria das vezes, quem se encontra na posição de monitor possui dificuldade de se desprender da condição de aluno e adotar uma visão docente de orientar o aprendizado ao avaliar os demais alunos.

Diante das dificuldades que encontrei ao atuar na monitoria, tornou-se clara a importância da orientação do professor para auxiliar na realização das atividades e no exercício da autocrítica que se faz necessária para o aperfeiçoamento das tarefas, ao ressaltar o que precisa ser melhorado. Além disso, compreendi que a cooperação entre o aluno monitor e o professor é valor essencial para a prática da monitoria, uma vez que de forma colaborativa é possível desenvolver práticas que estimulem o ensino e a aprendizagem de forma efetiva e apropriada.

Com base no exposto, é notório que a monitoria, ao contribuir para a formação integrada do aluno nas atividades docentes, estimula sua autonomia e, aliada a ela, o seu senso de responsabilidade. Na minha condição de monitora eu me comprometo com meu papel dentro da academia e possuo a oportunidade de auxiliar na ampliação das formas de ensino e aprendizagem. Desse modo, mesmo que de primeira viagem e sem a devida experiência para atuar do ponto de vista docente, é muito gratificante poder aprender e contribuir para produção de conhecimento e aprimoramento da atividade acadêmica.

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