[Coluna] Encruzilhadas: alguns caminhos apresentados aos estudantes de graduação



Muitas são as dúvidas que surgem no decorrer da graduação, mas uma das que mais atormentam são aquelas que dizem respeito a qual caminho seguir. Várias vezes, a principal pauta da maioria dos estudantes – e aquela responsável por tomar minutos precisos de um dia, diga-se de passagem -, é como moldar sua graduação para que se crie uma base sólida capaz de dar sustento à carreira que se pretende construir... ou até mesmo qual carreira escolher dentro de um curso que abra diversas janelas. Tais questões se mostram cada vez mais incômodas na medida em que a reta final do curso se aproxima. Nas próximas linhas, pretendo compilar as experiências que já tive e que, de alguma forma foram compartilhadas comigo, sem a pretensão de criar um guia de “5 passos para encontrar a luz no fim do túnel de sua graduação”, mas apenas com a intenção de dividir algumas orientações que podem ser úteis para algum(a) leitor(a) que se encontre neste momento conflituoso.


Como já adiantado, não existe um guia prático para resolver dilemas dessa natureza, contudo, um caminho interessante para quem está totalmente perdido, ou quem ainda não tem certeza com qual área possui afinidade, é a experimentação. É comum que se torça o nariz para algumas oportunidades que não parecem tão vantajosas ou correspondentes com aquilo que se gosta, mas se aventurar por esses campos pode render bons resultados. Além disso, as experiências extraídas quando se resolve arriscar – sem tirar o mérito de outras escolhas -, sejam elas boas ou ruins, sempre são muito valiosas, uma vez que podem trazer excelentes exemplos “do que fazer” e/ou “do que não fazer”. Isto já pode ser um bom indicativo de qual trajetória traçar; e não costumam faltar chances para se alcançar essas vivências: grupos de estudos, de pesquisa, de ensino, de extensão (seja na sua atual área de atuação, ou em outra que lhe pareça atraente), bem como experiências profissionais com estágios podem ajudar – e muito – nesta caminhada; ah! E sem deixar de lado a troca de experiências com outras pessoas, que podem ser extremamente válidas para se fazer escolhas inteligentes.


Para aqueles que já têm uma ideia de qual área profissional ou acadêmica que lhes desperta interesse, buscar conhecer – e viver - o máximo possível desse campo, pode ser essencial para se tirar a prova dos nove. É claro que não se deve abrir mão de todo o resto e apenas fazer o que se gosta, mas sim usar essa escolha prévia em favor próprio durante a graduação. Afunilar as opções estabelecendo um foco pode contribuir muito para o alcance de alguns objetivos, mas não necessariamente será determinante. Ajudará a ter uma área na qual se desenvolveu conhecimentos/habilidades com maior cuidado e profundidade ao chegar no final da graduação, o que pode contar pontos em determinado momento.


Porém, a maior dica que quero dar é: não se sinta obrigado(a) a tomar decisões de grande impacto como essas só porque estão dizendo que já está na hora de você ter uma resposta ou porque outros já decidiram; respeite o seu tempo, afinal, o maior impactado(a) será você. Não tenha medo do erro; aposte na criatividade para criar alternativas até que as coisas entrem nos eixos. Por fim, um pedido: se tiver alguma outra dica que gostaria de compartilhar, seria ótimo!

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