[Coluna] Como foi participar do Congresso Brasileiro de Direito Civil: Parte 8 -Por Christiane Alves


Capital com paz de interior é a frase que define minha experiência curitibana. A cidade é toda arborizada, aconchegante, com ar puro, céu azul, construções com arquitetura belíssima, e pasmem: sem trânsito. Ficamos hospedados em um hotel na rua das flores, que ganhou o prêmio de “mais amorzinho”, dado por nós mesmos. Foi consenso entre xs membrxs do LABB que, se pudéssemos, moraríamos ali sem problemas.


E não é só a cidade, mas as pessoas. Como turistas que éramos, precisamos pedir informações o tempo todo para conseguir chegar aos lugares desejados, isso quando tínhamos um lugar em mente. Por vezes saímos sem rumo, procurando indicações com transeuntes, que foram muito solícitos e gentis com os mineiros perdidos na capital paraense. Um agradecimento especial aos motoristas de Uber e aos funcionários do hotel que foram responsáveis pelo cumprimento de boa parte do nosso roteiro <3.


O que notamos durante nossa estadia é a diversidade de programações que Curitiba oferece. Tem rolê cult, opções para os amantes da natureza, baladas agitadas ou meros sociais, das acessíveis (R$15 open bar) e das mais caras (R$ 40 pra entrar), tem boteco com litrão barato, e tem pub gourmet com chopp artesanal, tem mil e uma possibilidades de gastronomia, de self-service a vontade por R$7,90 até pratos a la carte que custam uma pequena fortuna, considerando o nosso padrão universitário. Fomos dispostos a aproveitar de tudo um pouco, e acredito que conseguimos. No tempo que sobrou entre os compromissos acadêmicos, nos divertimos muito conhecendo os diferentes lados dessa cidade maravilhosa. Embora os habitantes tenham nos alertado – com uma frequência preocupante – que estávamos em lugares perigosos e devíamos ficar atentos com nossos pertences, nos sentimos bem em todos os lugares e não tivemos qualquer problema com nossa segurança.


Uma constatação nem tão feliz diz respeito a quantidade de pedintes e ambulantes que vagam na noite curitibana. Sentamos no calçadão para curtir um barzinho e fomos abordados pelo menos sete vezes em menos de duas horas. Meninxs de cidade pequena que somos, não sabíamos como lidar, mas fomos aprendendo a desvencilhar.

Mas o balanço geral da cidade é com certeza positivo – confesso estar apaixonada. Voltei pra Lavras ainda mais certa das minhas escolhas para o mestrado, e eu não sou a única. Curitiba que nos aguarde!

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