[Coluna] Advocacia: o que não era plano se tornou realidade

Atualizado: 25 de Mar de 2019



Apesar de essa ser uma dúvida que paira nas cabeças da maioria dos estudantes de Direito desde o primeiro período do curso, considerando a imensa gama de possibilidades que esta graduação oferece, no final do curso, para mim, ela se tornou muito mais intensa. Sobretudo porque entrei no curso com a certeza (ou uma espécie ilusória de certeza) de que faria concurso público, persistindo somente a dúvida se seria para delegada, promotora ou juíza.


Com esse pensamento, direcionei todo o meu curso para este intuito. Felizmente, quis conhecer cada uma dessas possibilidades. Fiz estágio nos três órgãos e, pouco a pouco, apesar de ter gostado imensamente de todas as experiências, senti que não era aquilo que eu queria para o meu projeto de vida.


Cheguei ao nono período um tanto quanto confusa; consideravelmente perdida; com uma vontade e uma necessidade interna enorme de decidir logo o rumo da minha vida; mas com um grande amor pelo Direito e por todo o seu conteúdo. Parei e pensei em como eu gostaria de ter conhecido e experimentado a advocacia...


Diante de todo esse turbilhão, em uma conversa informal com minha melhor amiga de turma, ela me chamou para abrirmos um escritório de advocacia que fosse do nosso jeito, a nossa cara, caracterizado, principalmente, pela nossa maneira de trabalhar – que sempre foi muito parecida desde o primeiro período.


A partir desse dia, senti que me encontrei. Meus olhos voltaram a brilhar na esperança de que havia tomado a decisão certa. A vontade era tanta que, no dia da colação de grau, todos os móveis já compunham a sala do escritório, faltava apenas o número da OAB sair para começar a realizar o sonho que, apesar de recente, passou a ocupar boa parte dos meus pensamentos e perspectivas.


Hoje, com oito meses de escritório, sinto, mais ainda, que fiz a escolha certa. Acordo feliz todos os dias, sinto falta do escritório nos finais de semana, aprendi a amar a segunda-feira, me apaixonei pelo empreendedorismo e minha vida se tornou tão dinâmica que não existiu, até hoje, um dia maçante sequer. Quero deixar bem claro neste texto que essa paixão e essa satisfação não significam que foi fácil. Não foi e ainda não é. Abrir o próprio escritório logo depois de formada é um desafio e tanto e a responsabilidade também é enorme. É preciso, de fato, amar o Direito, amar a advocacia e, principalmente, amar desafios!


Nesse sentindo, sugiro aos colegas que também passaram por situações semelhantes, que, sobretudo ao final do curso, dediquem a maior parte de seu tempo para se conhecerem, se descobrirem, compreenderem quais são as interferências externas e as que, de fato, vêm do seu interior. Esse foi um exercício fundamental para a minha escolha!

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